Fiat Idea 1.4 over PPPoE over ATM

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Greetings my fellow people of American Brazillands.

Hoje a vós compareço para comparecer e contribuir ao novo blog do editor Marcelo Hawk com mais uma Falk Review, escrita por ele mesmo, nos domínios da NeoInternet como a conhecemos.
Como parte da ultrajante conspiração pelo domínio e submissão do povo brazileiro, liderados pela rede Globo de Televisão, o governo Vargas com o programa “ame-o-ou-deixe-o” e finalmente a montadora alemã FIAT (Fabriche Intenaßënazi das Automëbilen Turim), tivemos a infelicidade de receber mais uma escolha automotiva, para quando pensarmos em trafegar nas vias (?) brazileiras: o FIAT Idea.

Trata-se de um auto incluso na categoria de mini-vans, incluso na categoria de “abaixo de 50.000 BRL”, incluso na categoria “veículos de tio, tias, velhas e afins”, excluso da categoria “carros”.

Para quem não se lembra, é favor acompanhar este enlace de internet até o sítio do youtube e ver o comercial: http://www.youtube.com/watch?v=GJsT2k0XhsA

Assistiram? Lamento por vocês. O comercial é quase tão obnóxio quanto o carro. Se eu estivesse no trabalho e uma frota inteira de carros alemães viessem atacar o meu prédio com música merda, eu me mudaria na semana seguinte pra China só pra garantir que a bicicleta ia ser meu meio de transporte principal até o fim de meus dias. E ainda ia de Air France pra lá.

O que é tão ruim no Fiat Idea, você pergunta? Ele é da FIAT, o que já é um mau começo. O resto vem depois nas suas primeiras impressões.

Claro que de interiores, porta copos, bancos, porta troços, estofamento, altura, controles de vidro, fans, luzes e outras feminilidades como espelhinhos, o carro se sai bastante bem. É conveniente para alguém da minha idade SUBIR no carro ao invés de ENTRAR no carro. Estimo que subir num Idea economize pelo menos 150.000 horas de desgastes nas articulações sobre o curso de 1 ano dirigindo o carro.
Mas como tudo que tem um porém, o Idea não é exceção – manter-se-á você o título de propriedade e amor incondicionais a um Fiat Idea por um período de 1 ano terrestre?

Isso dependerá de vários aspectos. Por exemplo, imagine-se fazendo isto – pegue a sua bicicleta, aumente o assento até a altura máxima. Depois, substitua o guidão por um carrinho de supermercado. Em seguida, adapte um segundo selim por-sobre o original. Agora, equipe sua escada, suba a bicicleta e pedale.

É bem verdade que faltam alguns passos no exemplo como o emplacamento da bike e o iPOD configurado para tocar a música do comercial do Idea em loop eterno. Mas ao concluir tudo, se sentirás como se dono de um destes autos.

A mobilidade do carro é uma séria questão. Seu volante é diminuto e apesar de somente disponibilizar cerca de volta-e-meia para cada um dos lados, a sensação é de que o arco de curva máximo do carro nunca é suficiente. Outra montadora alemã também utilizou-se dos mesmos artifícios como no caso do VW Fusca, reduzido em seu arco para prevenir capotamentos e consequentes arranhões na pintura da parte superior do carro.

Pessoalmente, acharia melhor que fosse instalada uma suspensão decente no carro, que ele não tivesse pneus de bicicleta (vindas da mesma China que eu definitivamente iria morar) ou que a altura dele fosse um pouco mais proporcional. Claro que uma suspensão decente, além de dar muito trabalho, se perderia em algumas horas de uso no solo brazileiro. Foi pensando nisto que a FIAT adaptou seu veículo para os moldes nacionais e trouxe um conceito inovador, inclusive a-ser incorporado pelo Metrô Rio e seus novos vagões de 3 alturas – se o baricentro é alto demais, NÃO FAÇA CURVAS.

Um detalhe que distingue o Idea da nossa bicicleta supra citada é o fato de possuir um motor de combustão interna. Seu volume mais típico e mais presente é de ~1400 cc, mais tipicamente ainda sendo este valor um arredondamento (tipicamente de 999cc para 1400cc. Quem vai notar? BRs?).

O carro produz cerca de 80cv, bem acima da média nacional. Vale lembrar que qualquer coisa acima de 100cv, mesmo se for um cooler de CPU, será taxado de imposto sobre produto auto-rotacional cavalístico, o imposto mais pop em todo o país.

Mas o problema dos 80cv se agrava ainda mais ao primeiro contato com o acelerador. Este apresenta uma faixa em que mesmo pressionando o pedal, não ocorre alteração nenhuma de rotações por minuto. Se você curte jogos de computador, saberá que nos joysticks isso se chama de “DEAD ZONE” ou zona morta – uma faixa que um eixo não produz absolutamente nada. Com o portentoso torque de xxxxx N/m², seu carro morrerá e serás pwnado algumas vezes até dar ao carro murrinha o combustível que ele quer para sair do lugar.

Os freios são razoáveis. Não tenho muito a dizer sobre os mesmos já que o carro nem acelera tanto assim. Como vou parar se não saio do lugar? Como sair do lugar se não tenho para onde ir? Como vou frear usando reduções se não passei de 40km/h na Linha Vermelha?

A transmissão, odeio ter que admitir mas sofreu uma melhora considerável desde os tempos de Palio 2000, outro carro por mim controlado e estudado. A passagem de marchas pode ser feita com a ponta dos dedos e o encaixe é mais suave, dando um ligeiro PRO ao auto em termos de controlabilidade. Não é um GM, mas a troca vai bem.

Já fiz alguns elogios ao interior, mas algo de latentemente escroto são as saídas do ar-condicionado, demasiadamente pequenas na minha opinião. Nos 40º C cariocas, talvez você tenha a sensação de que até o gelo-baiano refrescou mais pra você do que o A/C deste auto.

Em se falando em interior, algo inerente a ele é a sensação espacial proporcionada pelo “carro”. Evidentemente dependendo da versão que comprares, os espelhos tem controles eletrônicos macios e cremosos, mas isto nem sempre auxilia no feeling da real posição do móvel no plano. A sensação de estar em um corpo que não lhe pertence existe, mas por não se tratar de um carro pequeno, dá-se um desconto.

O Idea tem a idéia de ser algo entre um Meriva e um Zafira. Ou um Zafira da Fiat com jeito de Meriva ou um Palio da GM. Um destes três com certeza condiz com a proposta do carro. Ele não impressiona por ter baixa dirigibilidade, baixa estabilidade e baixa performance.

E não me pergunte sobre o porta-malas. É grande, mas de que adianta se você vai colocar aquela GARRAFA amarela no fundo?

Pobre é foda.

Nota de rodapé 1: Eu sei que a FIAT diz ser italiana. Mas pra vender carro sem airbag e achar normal, só sendo Alemã.
Nota de rodapé 2: Alemã que não raspa as axilas. Do tempo do reich.
Nota de rodapé 3: Por isso que Hitler comia merda.

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