Fiat Idea 1.4 ELX 2008 (by Localiza) – Parte 1

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Idea ELX 1.4 Flex

Idea ELX 1.4 Flex

Olá amigos, espero que vocês tenham gostado do post do meu grande amigo Falk sobre a Idea 1.4 ELX. Realmente me diverti muito com as palavras dele e não me contive em explicitar a vocês minha experiência também a bordo de uma.

Ano passado em SP, tive o prazer (ou não) de alugar uma Idea 1.4 ELX na Localiza durante um final-de-semana.

Bem vindo à bordo.

Logo ao buscar a minivan no estacionamento, fiquei impressionado com a altura do carro, mas confesso que pelo seu comprimento eu não levava muita fé no espaço interno. Pra começo de conversa, tenho 1.87m e não é em qualquer carro que eu me sinto bem. Ao entrar, pela primeira vez me sentei em um carro aonde minhas pernas ficavam dobradas pra baixo, como um sofá, considero que é uma sensação pra lá de estranha. Não é minha posição preferida para dirigir, então tratei logo de baixar o banco até a altura mínima e…não mudou muito. Ponto positivo para a alavanca de regulagem de altura, mesma usada no Punto, é só empurrar pra baixo várias vezes e o banco desce, puxa pra cima e o banco sobe, simples assim. Pena que arranhei meu relógio tentando mexer no banco com a porta fechada, pois o espaço é ínfimo.

Não é difícil encontrar uma boa posição para dirigir o carro, em todas você se sentirá em um sofá, com as pernas dobradas e relaxadas. A regulagem do encosto é boa, por roldana, além da útil regulagem de altura do volante e do cinto de segurança. Me senti em casa, literalmente, pois nunca vi tanto espaço pra minha cabeça. Sinceramente, foi o carro mais espaçoso e estranho que já dirigi até hoje, sem bater o joelho no painel, apesar de estar me sentindo meio solto.

Ao ajeitar o espelho retrovisor interno, encontrei outro mini-retrovisor que mostra o banco traseiro. Como 10 em cada 10 homens que tem/dirigiram uma Idea, identifiquei logo a função desse espelho e vi que não haveria mal em negar carona para as amigas da namorada que gostam de usar saia/vestido. Porém, a Idea aqui não é essa, e sim, vigiar a criançada bagunceira, afinal estamos em um carro familiar. A visibilidade traseira pelo retrovisor interno é boa pelo fato dos encostos do banco traseiro não atrapalharem a visão, assim como a visibilidade pro lado de fora, pois os vidros são enormes e o carro é relativamente pequeno em comprimento.

Já os retrovisores externos não merecem nenhum elogio. Aonde já se viu um carro com essa altura ter retrovisores tão pequenos? Parece que a situação melhora na Idea Adventure aonde os retrovisores são enormes, mas na Idea normal, mesmo o retrovisor direito sendo levemente convexo, estacionar sem ralar a roda é golpe de sorte, pelo menos eles são dobráveis.

Primeira volta.

Engatar as marchas é uma delícia, o câmbio é suave, meio impreciso mas bem suave. Não esperava fazer trocas rápidas com esse pomo de alavanca quadrado, herança do Palio, afinal, esse não é o propósito do carro. Por falar em Palio, você se sente dentro de um ao olhar pro painel, e isso é péssimo ao lembrar que gastou quase R$ 50.000,00 no seu Idea. Ao sair com o carro, constato que engatar marcha-a-ré puxando essa argolinha é um saco, pelo menos a ré fica na posição que conhecemos como ré, ou seja, pra trás. Não sei quanto a você, mas eu me sinto relutante a empurrar a alavanca pra frente quando quero dar marcha-a-ré, confunde MUITO minha cabeça.

Soltar o freio de mão (de Palio) é fácil, fácil demais até. Acho que para um carro familiar aonde as crianças estarão pulando por todo o carro, seria interessante um freio de mão mais difícil de soltar.

A direção é bem macia para manobrar e o volante grande (de Palio também) tem uma textura boa, não tão agressiva às mãos quanto em outros modelos populares. Porém, a Idea não é popular e merecia um volante melhor. Lembro que o Palio EL 1.5 1997 do meu pai tinha um volante bem melhor que esse de hoje em dia.

Logo ao sair do estacionamento, ar ligado (botões e funcionamento de Palio), vi que tinha espaço na rodovia para sair, mas devo confessar que fui deveras otimista com o motor 1.4 de 80cv e 12,2 kgfm, abastecido com gasolina no meu caso. Ao engatar a primeira e acelerar, esqueci que o carro pesa quase 1.200kg e isso cria uma relação peso/potência de 14,82 kg/cv e uma relação peso/torque de 98,36 kg/kgfm o que é absurdo. Isso sem considerar os 150kg dos passageiros à bordo e o ar ligado. Conclusão: O Celta que vinha loooonge deve estar me xingando até agora.

Passado o primeiro susto, o carro desenvolve bem, com relativa facilidade, mas convém não abusar, é carro pra andar na faixa do meio, dentro do limite e ouvindo música clássica ou MPB. Quem está acostumado com carros 1.0 (exceto Uno e Celta) vai sentir até que o carro tem bom rendimento, devido ao torque que chega cedo (2250 RPM) e bem suave. Já aquele motorista acostumado a motores maiores ou carros mais leves, vai ter a sensação de que está andando com o freio de mão puxado.

O silêncio no interior do carro é delicioso, mal pude ouvir o ruído infernal da Av. Santo Amaro na hora do rush, apenas umas buzinas de motoboy bem longe, e era bom que ficassem realmente longe pois eu não podia contar com os retrovisores para vê-los caso houvesse necessidade de trocar de faixa. Aliás, o Idea 1.4 não é carro para trocar de faixa, é carro para andar tranquilo. Deve ser por isso que a Fiat não investiu em retrovisores maiores. Pensando bem, não é por aí, pois o Idea 1.8 HLX tem os mesmos retrovisores do 1.4, parece que foi mais corte de custos mesmo.

A suspensão é suave, os bancos são macios, os pedais são bem macios também, principalmente a embreagem, que é faca na manteiga. No engarrafamento, porém, pude constatar o “dead zone” do acelerador, como o Falk falou. Talvez seja pelo drive-by-wire, mas é fato que pra sair com o carro você tem que pisar um pouco mais fundo que de costume no acelerador, sob pena de deixar o carro morrer e ganhar algumas buzinadas no ouvido. Ainda bem que o carro é bem silencioso.

Logo ao entrar no condomínio da minha namorada, pude descobrir o motivo de eu odiar minivans e monovolumes, a bendita coluna A, que é aquela coluna que sustenta o pára-brisa. Em minivans, por causa da carroceria monovolume, essa coluna costuma ser um pouco grossa, e aquela janelinha à frente da porta não serve de muita coisa, resultado, quase atropelei uma pilastra que resolveu se esconder bem ali, no lado direito da minha Idea.

Estacionei o carro após 1h30 de engarrafamento para andar 10km e satisfeito por não estar com a típica dor no joelho que sinto ao dirigir outros carros durante longos períodos.

Continua…

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