Peugeot 307 2.0 16V 2006 – Parte 1

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Olá amigos, vou passar a vocês minha experiência de dirigir o Peugeot 307 2.0 16V do meu grande amigo.

Devido ao tempo que dirigi este carro, ele é velho conhecido meu. Meu amigo gostava da minha habilidade ao dirigir e portanto confiava a mim o possante com a condição de que eu o levasse ao limite. E o carro é realmente fantástico.

Pra começo de conversa, não há como não encontrar a posição perfeita para dirigir dentro dele. O volante é regulável em altura e profundidade assim como o banco, que possui uma excelente alavanca para regulagem em distância e a regulagem em altura é por meio de alavanca, puxa pra cima ele sobe, empurra pra baixo ele desce. Apesar de ser um carrão, há espaço para críticas, é muito difícil achar a alavanca para regulagem do volante para quem não conhece o carro, perdi uns 5 minutos procurando-a, porém isso não me faria odiar o carro. Mas por falar em bancos, eles são confortáveis e envolvem bem o corpo, apesar de que não gostei dos bancos de veludo cinza claro, é questão de pouco tempo para ficarem amarelados. Mas há bancos de couro como opcional, indispensável a meu ver. Porém, como na maioria dos carros que dirigi, quando posicionei o banco ao meu gosto, não sobrou muito espaço atrás.

O carro é enorme, estilo minivan (infelizmente) com um para-brisa gigantesco. Alto (1.54m) e largo (1.75m), manobrar o 307 requer cuidado, pois o modelo 2006 não possui sensores de estacionamento e, saber aonde termina a frente do carro é tarefa para iniciados, principalmente se você costuma dirigir sentado do meio pra trás do carro como eu, aliás, essa é minha posição predileta para dirigir e poucos carros permitem isso.

Se sentir bem dentro do 307 é fácil.  O painel é bonito e bem acabado, ar digital, computador de bordo, controles do som atrás do volante, apoios de braço central individual escamoteável para os bancos dianteiros e que ficam na altura certa. A alavanca de câmbio podia ser um pouco mais alta, mas não atrapalha. Meu celular ficou confortável no porta-treco emborrachado abaixo do rádio. Os comandos do vidro (one-touch) são suaves além do comando do retrovisor elétrico. Apesar de convexos, achei os retrovisores pequenos, não ajudam muito a estacionar. A alavanca de câmbio com o topo da manopla prateado é de muito bom gosto, constrastando com o interior do carro.

Primeira volta.

Hora de sair com o carro. Como eu disse antes, manobrá-lo é um problema sério pra mim devido à largura do carro, estou acostumado com carros pequenos. Pista livre, já na primeira acelerada os 20 mkgf de torque já se mostram presentes e é difícil não deixar os pneus Pirelli P7 205/60 R16 girarem em falso e marcar o asfalto. Jogo a segunda marcha e sinto meu corpo ser puxado para trás, terceira marcha e numa olhada rápida para o velocímetro já rompi a barreira dos 100km/h e o carro quer mais, porém não há rua para isso, hora de freiar e fazer um retorno. Durante o retorno, em segunda marcha afundo o pé pra forçar o carro a sair de frente mas ele segura a onda e empurra sem dó o corpo contra o banco, terceira, quarta, logo estamos a 150 km/h em uma via pública na madrugada, 300m à frente um radar de 60 km/h, subo no freio e ouço o “cram, cram, cram” lá na frente, sinal que o ABS está cumprindo seu papel. Reduzo novamente para segunda, pé embaixo, ronco instigante, 6000 RPM e terceira marcha, quarta, quinta, estamos rasgando um viaduto a 170 km/h e os 138cv pedem mais, mesmo em quinta marcha continuamos colados no banco e o juízo já saiu voando pela janela faz tempo. Hora de freiar novamente, mais trabalho do ABS e uma curva aberta à direita, subo novamente no freio para testar o EFU. Perfeito. Faltou apenas um ESP, mas os pneus largos e a suspensão dura não parecem dar chance a derrapagens.

Nunca tinha visto nada igual antes, é um carro excelente com uma sensação de solidez incrível. E tudo isso com um conforto exemplar. Os freios possuem uma resposta fantástica e progressiva, auxiliados pelo ABS dão ao motorista uma sensação de segurança incomum no mercado nacional. Após um momento de pausa, voltei a dirigir esse carro fantástico, era hora de levá-lo ao limite mesmo estando há pouco tempo em contato com ele.

Acelerei fundo para entrar na estrada e logo já estava a 130 km/h, quinta marcha e pé no fundo. No CD player tocava “Send me an angel” do Scorpions mas eu nem estava prestando atenção na música, 180, 190, 200. A impressão era de se estar andando a 80 km/h com um popular tamanha a solidez e suavidade que o carro proporciona, e logo à frente seria a hora de testar o carro de verdade em uma pequena serra de mão única.

Iniciei a subida em terceira marcha, primeira curva à direita, 110 km/h, leve tirada de pé, cutuquei o freio, contornei a curva e os pneus sequer reclamaram. Um Palio não faria essa curva nem a 60 km/h. Pé no fundo novamente, quarta marcha, 160 km/h, outra curva à direita, pisada funda no freio, terceira marcha, 120, pé no fundo novamente, o ronco do motor me instigava a pisar mais e mais. A direção é bem direta e tem um peso excelente que aumenta coerente com a velocidade, uma perfeita sinfonia. Mais algumas curvas, pé embaixo, ABS trabalhando, quando encontro uma curva que faz os pneus cantarem afundo mais o pé para provocar o leão, uma leve saída de frente facilmente controlável, reduzo a marcha e afundo, retão, 170 km/h, hora de freiar e fazer o retorno.

Descida da serra e o carro desafia meus reflexos e meus instintos, é ágil sem ser arisco, qualquer um consegue fazer curvas com esse carro e se sentir piloto. Como sempre há espaço para sugestões, acho que uma suspensão multilink na traseira não faria mal nenhum e tornaria o carro ainda mais delicioso. Eis que me deparo com um trecho molhado bem no ponto de frenagem e o ABS não nos deixa passar sustos, funcionou bem na hora.

Pegamos uma estrada mais escura e os faróis do Pug não me deixaram na mão. Os faróis de neblina desse modelo antigo são integrados ao conjunto óptico, parecendo mais com um farol de triplo facho que iluminam até o que não precisa. Mesmo assim não tive tempo de ver com antecedência uma lombada cercada de areia e, ao subir com tudo em cima do freio, o ABS não me deixou derrapar sobre a areia. Não sei como ainda vendem carros sem ABS.

Hora de voltar pra casa.

Continua…

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