Peugeot 307 2.0 16V 2006 – Parte 2

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Olá novamente amigos, estamos de volta (após algum tempo) com o test-drive do Peugeot 307 2.0 16V.

Dia-a-dia

Algumas coisas eu aprecio em um carro: desempenho, conforto e sensação de segurança. Como assim? Simples, eu detesto motoristas que entram na via principal a 50 km/h em 5ª marcha e vão acelerando gradualmente com o “dane-se” ligado para o resto do mundo. Alguns carros infelizmente vão causar essa desagradável sensação, mesmo o motorista sabendo como acelerá-lo, portanto, para acabar com os dois problemas, nada como torque abundante em baixa rotação. O Peugeot 307 2.0 é um carro que pode ser tranquilamente guiado em 1-3-5, sendo que entrar com a 5ª a 50km/h não trará problemas e basta tocar no acelerador para o carro ganhar velocidade. Na ficha técnica diz-se que o torque máximo só chega nas 4100 RPM, mas a 1500 RPM já é possível sentir a força do motor te empurrando contra o banco. Nas ultrapassagens não há motivo para pânico e trocar de faixa na cidade (respeitadas as proporções do carro) é fácil e agradável.

Quanto ao conforto, já disse antes que é perfeitamente fácil sentir-se bem dentro do carro. Os bancos são macios no ponto certo e não cansariam o corpo em uma viagem de 1.000km non-stop, aliás, quanto mais se dirige o carro, mais se quer continuar dentro dele. Tive a oportunidade de viajar no banco do carona e também achei muito agradável, com bastante espaço para os ombros e um sonoro “viva” para o apoio de braço integrado ao assento, que não requer que você fique torto ao apoiar o cotovelo ali devido à altura do banco. Também viajei no banco traseiro e aí a situação complicou. Claro que o carro é um hatch e seu dono não comprou o carro para deixar na mão do motorista, mas falta apoio de braço central e um pouco mais de espaço para as pernas. O espaço para a cabeça é bom assim como o apoio de braço na porta.

O ar-condicionado automático funciona de forma excelente, apesar de não ser dual-zone como nos modelos mais novos. No banco traseiro o conforto térmico também é agradável, apesar de não haver saída de ventilação para o banco traseiro. O computador de bordo também pode ser considerado item de conforto. Bem posicionado (no alto do painel), te mantém sempre informado e continuou me informando a autonomia mesmo quando só restavam 20km de gasolina a queimar (não é flex), lembro que na Idea, quando fiquei abaixo dos 50km, o indicador de autonomia se transformou em três tracinhos safados, como quem diz “abasteça logo ou sofra as consequências”. Por falar em gasolina, o Pug é um devorador compulsivo de gasolina, fazendo média de 6,8 km/l de acordo com o computador de bordo (que informa em l/100km), um número indecente lembrando que esse motor tem torque abundante e afundar o pé para acelerar é necessário apenas para divertir o motorista, e como diverte.

O porta-malas tem um bom volume (420 litros), impressionante para um hatch, levantando ainda mais a vocação para minivan do Pug. Para um casal com filhos pequenos (dois no máximo) é um carro bom, mas acho que o 307 casa melhor com um homem solteiro. Teoricamente importado, o carro chama bastante atenção na rua e confere certo status ao seu dono, mesmo sendo de um modelo anterior ao mais atual.

A sensação de segurança é absurda, consolidada pela solidez do carro ao rodar, a suspensão firme que segura bem nas curvas, os freios eficientes e a direção precisa. Quem gosta de andar na cidade sem sentir os buracos deve passar longe do 307, o carro faz um barulho seco quando passa por ondulações e outras imperfeições comuns no asfalto brasileiro. Mas para quem gosta de boas estradas, é um excelente carro e faz curvas como ninguém. Mesmo sob forte chuva, em momento algum senti-me desconfortável dirigindo o Pug, os pneus Pirelli P7 me deixam livres de aquaplanagem, o peso do carro não deixa ele ser influenciado pelos ventos laterais (apesar da altura) e a dirigibilidade é sempre excelente.

Por falar em segurança, na ocasião de freadas bruscas (às vezes nem tão bruscas), o pisca-alerta se acende imediatamente, sendo uma boa solução para evitar que a linda traseira seja alvejada por algum motorista descuidado. O único porém é que o pisca-alerta não desliga automaticamente após um tempo que o carro parou e nem se ele voltar a ganhar velocidade, obrigando o motorista a desligá-lo manualmente. É similar a descobrir que a mina mais gostosa da faculdade tem um dente torto. Mesmo que ele esbarre na sua língua às vezes, não te fará parar de beijá-la.

Conclusão final.

Sem pensar, é um carro que eu compraria na hora. Divertido, seguro e confortável, é um carro completo para quem gosta de dirigir. Mas isso sem pensar. Pensando eu concluiria que pela faixa de preço que a Peugeot cobra por um 307 Presence 2.0 16V hoje (R$ 62.990,00), há outros carros para se divertir como o C4 hatch (151cv), o Focus novo (145cv), o I30 (145cv), para se divertir e levar a família tem o Megane (138cv), o Sentra (140cv) e outros com motores 2.0 16V tão potentes e divertidos quanto, com seguro mais em conta. E há ainda Civic (140cv), Linea (130cv), Tiida (128cv), Punto T-Jet (152cv)…etc

Isso sem falar que em breve teremos o Gol GTI de volta com um motor que talvez renda 160cv. Diversão? Prato cheio.

Pensando talvez eu não comprasse o 307, e muita gente costuma pensar antes de assinar um cheque deste valor, isso explica o fato de não haverem tantos 307 pela rua. Não desmerecendo o ótimo carro que é, mas na sua faixa de preço, há muitas opções, sem falar no 307 1.6 que traz os mesmos equipamentos de segurança e conforto custando (e talvez bebendo) menos.

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