Prisma Joy 1.4 2008 (by Localiza) – Parte 1

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Prisma Joy 1.4

Prisma Joy 1.4

Olá amigos, venho aqui mais uma vez para postar minha experiência ao volante de um Prisma Joy ano 2008, também alugado na Localiza em SP, sendo este o primeiro carro que eu aluguei na vida, portanto tem um grande valor sentimental.

Sob a propaganda de “Seu Primeiro Grande Carro”, algo similar com o que a Renault fala do Symbol hoje em dia, o Prisma nasceu com a proposta de brigar no segmento dos sedãs de entrada, tendo como concorrente à época do lançamento apenas o Siena Fire 1.0 ou o Classic 1.0 e, nesse caso, o fato de ter motor 1.4 o colocava à frente dos seus concorrentes.

Quando me ofereceram as chaves, havia a possibilidade de escolher entre o Prisma e um Fox 1.6, este último que foi sabiamente levado pelo rapaz que estava à minha frente. Eu pretendia alugar um carro 1.0 com ar, mas devido à minha aversão por modelos 1.0, resolvi optar por um upgrade.

Ao chegar até o carro, dei uma olhada no design que, convenhamos, é bem bonito e amigável. A linha do porta-malas é de muito bom gosto, realmente raro nos sedãs do mercado nacional. Estranhei não haver controle remoto na chave, mas felizmente ao virar a chave (a maçaneta fica muito baixa para quem tem 1.87m), ouvi um sonoro “plec” vindo das portas e o destravamento de todas, sinal que havia trava elétrica. Acomodei-me no pequeno banco e confesso que fiquei uns 5 minutos procurando a alavanca para jogar o banco para trás, o máximo possível. Por que as montadoras gostam de trocar coisas simples (a barrinha de metal do comprimento da largura do banco) por coisas complicadas (uma mini-alavanca do lado direito abaixo do banco, péssima de puxar)? Não satisfeito com a sensação de estar com a cabeça no teto, procurei regulagem de altura e não tinha. Então reclinei o encosto suficiente para não ficar com os braços muito esticados (pois não há regulagem do volante) e então fui regular o apoio de cabeça. Puxei e nada. Puxei de novo e nada. Duro? Não, costurado. Se o Prisma fosse abalroado eu quebraria o pescoço e processaria a GM, achei melhor rezar.

Ao primeiro contato visual, o interior agride os olhos. Parece que o carro foi feito para pessoas de no máximo 1.70m, com braços longos, pernas curtas e mãos pequenas para mexer nos comandos. Os comandos do ar-condicionado são agressivos e ao direcionar a saída de ar pra mim, ela veio junto na minha mão, porcaria. Não há porta-trecos no painel e nem abaixo dele, portanto meu celular teve que ficar no bolso. Fiquei feliz por ver um relógio digital até bonitinho no painel completo.

Na hora de sair da vaga de ré, constatei a péssima ré pra frente. Eu simplesmente odeio ré pra frente, fico com medo de engatar a primeira e bater na parede, ainda mais no Prisma que não possui uma argolinha, um click ou qualquer outro mecanismo para te dizer que você engatou a ré e não a primeira marcha. Saí com cuidado pois a visibilidade traseira é típica de um sedã e não há sensor de estacionamento (quero muito também), porém o retrovisor é enorme e cobre todo o campo de visão necessário, ponto positivo.

Primeira volta.

Já tinha ouvido falar sobre esse motor VHC da GM. Eles conseguiram extrair 97cv queimando álcool (o que tinha no tanque) de um motor 1.4. Era mais potência que muito 1.6 por aí, deviam dar aula pra Fiat e seu motor Fire. Claro que milagres não existem e o torque é de apenas 12,9 mkgf, a 3200 RPM. Porém, como o carro pesa apenas 935kg (a sensação de leveza é aparente), eu estava até ansioso para acelerar o carrinho. Nariz do carro na rua, uma leve subida, afundo o pé em segunda marcha e…decepção! Esperava uma aceleração mais animada, a verdade é que abaixo de 3000 RPM o carro não se manifesta e, acima desta, o giro sobe, mas sem empolgar, culpa do torque. Claro que para quem está acostumado com carros 1.0 (que são a maioria dos donos de Prisma), o Prisma é um carro absurdo de forte.

O acelerador é suave e a embreagem macia, porém meu primeiro contato com o freio foi meio assustador, sorte que eu estava apenas testando e não em uma situação real. Ao pisar levemente para segurar o carro em um cruzamento sem movimento, vi que o freio é um pouco lento para reagir, até demais. É necessário mais pressão no pedal do que em outros carros. Tomei isso como nota mental e segui em frente.

Já sabendo da letargia do motor em baixas rotações, já entrei acelerado na rodovia e resolvi dar uma esticada nas marchas para ver do que o carro é feito. De giro alto o carro gosta, acima de 4500 RPM é só diversão, a velocidade sobe rápido e logo eu estava a 140km/h em pouco tempo, mas sempre sem empolgar, a aceleração é rápida mas o carro não te empurra contra o banco nem deixa seus sentidos aguçados. Porém, com essa aceleração constatei duas coisas: 1. o câmbio é absurdamente impreciso e; 2. acima de 120km/h a direção perde dureza e a traseira do carro começa a flutuar, perigosamente até. Não é saudável comprar um Prisma para o seu filho de 18 anos quando ele tirar carteira, o carro atinge velocidade considerável mas sem segurança, e isso é reforçado pelos péssimos freios que parecem se recusar a entrar em ação quando solicitados.

Outro problema do carro é a estabilidade. Talvez pelos pneus finos (o meu Prisma estava calçado com criminosos pneus 165) ou pela suspensão mal calibrada, em qualquer curva um pouco mais fechada os pneus dianteiros já começam a reclamar e convém tirar o pé sob pena de ter que acionar o seguro por culpa de algum muro mal-intencionado.

Ao chegar no meu local de destino, 100km depois, meu joelho direito ganhou uma marca roxa de tanto ficar encostado no painel duro do Prisma, além de uma dor no pescoço por causa da falta de apoio do banco e outra dor no ombro direito por causa da alavanca de câmbio meio baixa. Para não dizer que tudo foi ruim, pelo menos o motor cumpre bem o seu papel e não me irritou nenhuma vez em que estivesse acima de 3000 RPM.

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